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Este blog mudou para
www.taisecoisasdavida.blogspot.com
TYSpero lá ;)
Escrito por Taís Seibt às 14h37
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Relógio desregulado
"Desde segunda-feira tem um relógio desregulado apitando uma hora antes na minha mesa de trabalho. Esse eu não vou ajustar."
O horário de verão começou primeiro no meu computador, com ajuste automático uma semana antes. No relógio de pulso, ajustei os ponteiros manualmente, à meia-noite de sábado, ou seja, uma da manhã de domingo, em ponto. No celular, adiantei uma hora só no domingo à noite, quando programei meu despertador.
Mas desde segunda-feira tem um relógio desregulado apitando uma hora antes na minha mesa de trabalho. Esse eu não vou ajustar. Não vou, porque não sei. E também porque não quero.
O relógio que adorna minha mesa de trabalho tem um telinha digital de apenas 4x3cm, apoiada numa base de plástico vermelha com três botõezinhos. É um xodó, coisa mais querida! Marca hora, minuto e segundo, aponta o dia da semana e ainda apita a cada hora cheia. Só que não me atrevo a ajustá-lo.
Ganhei esse reloginho de presente numa coletiva de imprensa que participei, ainda em Gramado, depois que já havia acabado o último horário de verão antes deste que começou agora. Lembro que foi só ligar o aparelhinho e ele já marcava a hora certinha.
Depois, tentando entender como funcionava, desregulei o pobrezinho. Resultado: todos os dias, às 10 da noite, a coisa despertava insistentemente. Cada vez que despertava, eu apertava um botão diferente, pois não sabia qual deles fazia a coisa parar de berrar. Às vezes o botão funcionava como “soneca”, e aí, 22h05min, lá estava eu de novo furungando na coisa.
Foi assim durante uma semana – a primeira em que comecei a me tornar uma guria independente (rsrs) morando na cidade grande. No primeiro fim de semana em que voltei para ver a família, levei o relógio de volta para o interior. Minha irmã ficou estudando a coisa até conseguir deixá-la funcionando direitinho. E eis que, desde aquele dia, o reloginho está aqui na minha mesa. Um xodó, coisa mais querida!
Com essa de horário de verão me deu um pavor só de pensar em mexer naqueles botõezinhos. Foi então que resolvi que esse relógio vai permanecer desregulado. É ruim de manhã cedo, porque começar a trabalhar às 7h30min é coisa de professor! A hora do almoço também é esquisita, 11h da manhã e eu já tô varada de fome?! Agora, sair do trabalho às 5 da tarde é coisa boa! Horário de verão, relógio desregulado, coisa mais querida! Um xodó!
Escrito por Taís Seibt às 17h51
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A sacolinha da minha mãe
Ela tinha uma sacola grande, azul, de lona. Colocava ela debaixo do braço e dizia: “Vamos pro super!”. E lá íamos nós – minha mãe, eu e a sacolinha retornável.
Sabe que me intriga essa contrariedade das pessoas ao uso de sacolas retornáveis. Das pessoas, não, dos brasileiros. Na Alemanha, paguei cinco euros a mais para poder levar umas comprinhas embora. Não tinha levado nem bolsa nem mochila, paguei pela sacola de algodão.
Isso foi há mais de três anos. Aqui no Brasil, até hoje se tenta aprovar leis a respeito das poluentes sacolinhas plásticas que trazemos do super e usamos para ensacar lixo em casa. Lá em Gramado, já soube que a lei não passou pelo crivo dos vereadores. E agora vem uma rede de supermercado lançar uma sacolinha com seu logo e os dizeres “eu faço a diferença, eu uso sacola retornável”.
Mas pra ver como as coisas mudam rápido, eu me lembro muito bem da minha mãe saindo às compras quando eu era criança. Ela tinha uma sacola grande, azul, de lona. Colocava ela debaixo do braço e dizia: “Vamos pro super!”. E lá íamos nós – minha mãe, eu e a sacolinha retornável. O que não cabia na sacola azul da mãe era colocado em sacos de papelão – que depois eu usava para fazer máscaras! Bem mais divertido que as sacolinhas de plástico...
Pois ao contrário da maioria e seguindo o exemplo dos meus antepassados (minha mãe e os alemães!), tomei a decisão de, por conta própria, sem esperar por leis municipais, estaduais ou da ONU, abolir o uso das poluentes sacolinhas de supermercado. Ando sempre com uma sacola de TNT dobrada dentro da bolsa. Não pesa nada, não faz volume e tem carregado muitas coisas.
Outro dia, saí para o rancho do mês com três ou quatro sacolas retornáveis em punho. Interrompi o trabalho do empacotador e, com a ajuda do namo, fui acomodando minhas compras nas sacolas que tinha levado de casa. A moça do caixa achou esquisito – e seguidamente me olham torto quando eu digo que não quero a sacola – mas saio lépida e faceira por aí com minhas compras ensacadas à minha maneira. E olha que vai demorar para encher de lixo todas as sacolas de supermercado que juntei até hoje!
Escrito por Taís Seibt às 22h26
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O Sol e a poeira
E amanhã?
Nascerá o Sol nas montanhas?
O brilho nos olhos
O sorriso nos lábios
Onde estão?
A poeira levou
A chance passou
Já não vejo aqueles raios de esperança
O desejo de mudança
Cadê?
Não vejo mais
Desapareceu, tanto faz
A poeira levou
A chance passou
E o que será do Sol se não vier?
Já não veio, se foi
Acabou
A chance passou
Agora, só temporal
Ventania, vendaval
O Sol?
A poeira levou
Esperança, mudança
Sorriso, brilho
Nada restou
A chance passou
Ficou a poeira
E o Sol não vem.
Escrito por Taís Seibt às 23h00
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A trilha sonora do trem
Nesse clima todo, vai lá o “DJ Piloto” e solta: “When a maaaan love a woman”...
Dia desses peguei um trem lotado – como sempre. Só que aquele parecia muito mais lotado que todos os outros, muito embora eu tenha essa mesma sensação todos os dias. Os trens aqui lotam como aqueles que o Caco Barcelos mostrou no Profissão Repórter há um tempo atrás. É que, apesar de terem sido importados do Japão em 1984 (tem uma plaquinha que diz isso no trem), os trilhos da Trensurb estão em solo tupiniquim. E brasileiro, sabe né, não desiste nunca!
Então, já me acostumei com a idéia de que não importa quão lotado esteja o trem, quem está na plataforma de embarque vai acreditar que ainda cabe mais um – ou mais 20, 30... aí é aquela coisa: quem tá fora quer entrar, quem tá dentro quer sair.
Pra apaziguar o empurra-empurra, nada melhor que a trilha sonora do trem. Não acontece todos os dias, acho que depende do humor do piloto (aprendi na escola quem quem dirige trem é maquinista, mas aqui chamam eles de pilotos). Imagine que você está num espacinho apertadinho do trem (é no diminutivo meeeesmo!), quase no colo de quem está sentado, dependurado no que seria um bagageiro para não cair (como se fosse possível com outra pessoas colada no seu traseiro e mais um de cada lado fazendo contrapeso). Nesse clima todo, vai lá o “DJ Piloto” e solta: “When a maaaan love a woman”... uhu!
Numa hora dessas, só resta olhar para o alto. E quando você olha para o alto, tudo o que você enxerga são mãos disputando espaço nas barras pra fazer um pole dance no balanço do vagão. Um dia fiquei olhando a mão de uma moça, jovem, bonita, que se apoiava na porta. Olhei aquela mão, tão feia, e pensei: “Uma guria tão bonita com uma mão dessas!”. Quando a porta abriu é que me dei conta de que a mão não era dela, era do cara ao lado. É... trem lotado é assim mesmo, não se sabe o que é de quem.
Apesar de tudo, como se vê, trens lotados podem se tornar altamente inspiradores – especialmente com trilha sonora tocando! A propósito, este post eu escrevi num caderninho, sentada num vagão. E adivinha se quem me espremia de um lado e de outro não deu uma lidinha em primeira mão? Não sou a única curiosa do trem!
Escrito por Taís Seibt às 08h37
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Mais acessos que o Wianey em semana de Gre-Nal
Sou campeã de audiência na ZeroHora.com!
O post “O jardim secreto da Padre Chagas” colocou o blog do ZH Moinhos em primeiro lugar nos mais lidos ontem (dia 23/09), com 700 acessos de vantagem sobre o segundo, que era o blog do Wianey Carlet (em semana de Gre-Nal!).
Olha lá no www.zerohora.com/blogdozhmoinhos
Pra acessar direto o post, este é o link: http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=1&local=1&template=3948.dwt§ion=
Blogs&post=105770&blog=455&coldir=1&topo=3951.dwt
Escrito por Taís Seibt às 15h37
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E não é que a bicicleta vermelha está pedalando ainda?!
Do hiperlocalismo estou rumando à onipresença, com todo o respeito ao Onipresente. É apenas uma metáfora para descrever o inexplicável alcance das pedaladas de uma simples bicicleta vermelha parada na esquina.
Era sábado e fazia frio. Eu estava em Gramado com meu namorado, tomando chimarrão na cozinha de casa, perto do fogão que aquecia o ambiente. Lá fora, o tempo estava nublado, mas as trovoadas vieram pelo telefone. Minha sogra telefonava lá de Canoas falando sobre um artigo publicado no diário daquela cidade – que não é nenhum “Jornal de Gramado”, pois a república gramadense tem apenas 10% da população de Canoas – falando sobre “O caso da bicicleta vermelha”.
O jornalista e escritor Walter Galvani (e olha que o autor é de respeito!) usou da bicicleta vermelha que “a leitora” de ZH flagrou numa esquina do seu bairro para falar da interferência do leitor nas redações de jornal e do compromisso desse veículo de comunicação de tornar-se próximo do leitor a ponto de traduzir em suas páginas o modesto dia-a-dia de quem o lê.
“Onde o leitor encontraria seu problemas, o recolhimento do lixo, o calçamento das ruas, o escoamento dos esgotos? A ‘bicicleta vermelha’ estacionada na esquina dias a fio, a quem pertence? Para decifrar o dia-a-dia modesto mas gostoso de viver é que circulam os jornais”, escreveu Galvani, que tem nada menos que 54 anos de premiada carreira como jornalista.
Do hiperlocalismo citado pelo ex-diretor de redação de ZH, Marcelo Rech, ao mencionar o caso da bicicleta num jornal de domingo, estou rumando à onipresença, com todo o respeito ao Onipresente. É apenas uma metáfora para descrever o inexplicável alcance das pedaladas de uma simples bicicleta vermelha parada numa esquina do Moinhos de Vento. Despretensiosa, mas eloqüente bicicleta.
Escrito por Taís Seibt às 14h39
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O elevador das seis
O meio de transporte que mais me causa atrasos em Porto Alegre não é nem o trem nem o ônibus. É o elevador.
O elevador das seis é um meio de locomoção bastante requisitado aqui no prédio. É que 18h é quase unanimidade para término de expediente, então todos os usuários resolvem “chamar” o elevador na mesma hora.
Perco mais de cinco minutos à espera do elevador das seis – e cinco minutos é uma eternidade! Bonito é quando ele pára no meu andar e, ao invés de descer, ele está subindo, porque alguém lá em cima também precisa dele.
Enquanto a moça da gravação diz: “terceiro andar”; “sexto andar”; “sétimo andar”... tudo o que você gostaria de ouvir é: “TÉRREO”!
Cansada de esperar, dia após dia, aboli o elevador das seis da minha rotina. Agora desço de escadas.
Escrito por Taís Seibt às 10h10
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Estou vivendo no tempo das carroças
“Vejo muitas carroças passarem pela minha parada de ônibus ao fim do dia, cambaleantes com o peso do lixo que carregam. Os cavalos visivelmente cansados, exaustos, assim como seus condutores.”
Nem só de carro, ônibus, trem – e bicicletas vermelhas! – andam os porto-alegrenses. Vejo muitas carroças por aqui. Não que um veículo desses seja novidade para quem vem lá de onde eu venho, onde até desfile de carroças tem uma ou duas vezes por ano. É que as carroças que infestam o Moinhos de Vento, assim como toda Porto Alegre, não passam de uma rústica caixa de madeira puxada por um cavalo.
Ao redor da caixa, os carroceiros amontoam sacos de lixo que recolhem por aí. Há quem diga que eles coletam 80% do lixo de Porto Alegre, o que eu custo a acreditar. Paga-se impostos para o município recolher esse lixo. Se eles recolhem só 20% do lixo... bem, isso é outro assunto. Seja qual for a porcentagem de lixo coletada de carroça, é desse lixo que recolhem que esses carroceiros tiram os centavinhos que ajudam no seu sustento – e dos cavalos, convém lembrar!
Eis por que me intriga a situação das carroças aqui na capital. Vejo muitas passarem pela minha parada de ônibus no fim do dia, cambaleantes com o peso do lixo que carregam. Os cavalos visivelmente cansados, exaustos, assim como seus condutores. Sem falar no risco que esses veículos representam para os motoristas, principalmente ao cair da noite. Da parada de ônibus onde eu estava outro dia, poucos metros acima dava para ver apenas a silhueta do carroceiro ali “estacionado”. E os motoristas que desciam a lomba desviando de sopetão para não provocar um acidente. Um perigo.
Parece que depende apenas da assinatura do prefeito que o projeto de retirar as carroças das ruas de Porto Alegre comece a ser colocado em prática. Seria um processo longo e gradativo, com previsão de proibição definitiva da atividade somente para daqui a oito anos. Isso porque o projeto prevê que a Prefeitura cadastre os condutores de veículos de tração animal e também implemente ações para possibilitar a mudança desses condutores para outros mercados de trabalho. Quanto aos cavalos, desconheço o destino previsto a eles nesse projeto, mas espero que tratem de cuidar também dos bichinhos...
Eu diria que o processo longo e gradativo de tirar as carroças de circulação na capital é também urgente e necessário. Apesar de apreciar o bucolismo, pouco de lírico vejo nessas carroças que por aqui circulam. Quiçá esse tal projeto seja executado – no sentido de “concretizado” e não de “assassinado”.
Escrito por Taís Seibt às 09h20
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Nem um par de sapatos
"Por mais altruísta que eu desejasse ser, as botas de cano longo e bico fino que eu usava não lhe ajudariam muito..."
Outro dia vi um homem maltrapilho perambulando pela “24” – a Avenida 24 de Outubro, que passa aqui pelo Parcão. A verdade é que por ali circulam muitos homens – mulheres e crianças – pedindo “um trocadinho”. Como eu já havia comentado em outro post, infelizmente, a gente acaba se acostumando a ver esse tipo de coisa e se torna vergonhosamente indiferente. Mas nem sempre.
Esse homem que dia desses vi do outro lado da calçada não tinha nem um par de sapatos para usar. Fazia uns 15ºC em Porto Alegre – nem tão frio nem tão calor. Só que o dia estava úmido, tinha chovido bastante e ainda desatavam algumas pancadas a cada pouco. Aquele pedinte fazia as costumeiras abordagens ali pela rua usando um par de sacos de lixo amarrado nos pés.
Aqueles sacos pretos fazendo as vezes de calçado ficaram martelando na minha cabeça durante algumas horas, mas por mais altruísta que eu desejasse ser, as botas de cano longo e bico fino que eu usava não lhe ajudariam muito... então, segui pela 24. Mais a frente, uma outra senhora – já idosa – vestia uma saia e um casaco, sentada numa mureta, pedia esmola com as pernas de fora.
Não sei se são preguiçosos, azarados ou castigados, mas mesmo esses pedintes maltrapilhos que circulam pela 24 – como em centenas de outras avenidas e becos pelo mundo afora – são seres humanos, como eu e você, mas não vivem como tais. Onde estão os porquês? Gostaria de saber...
No caminho de volta, um casal de mendigos ria à toa na sarjeta, de posse de uma garrafa de pinga. Eles usaram o “trocadinho” que ganharam de alguém pra beber... é, vai ver que precisavam beber pra esquecer.
Escrito por Taís Seibt às 14h49
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Mais Olhares
Você pode até olhar uma foto e pensar: “isto eu também faria”. Mas não era a complexidade técnica que pretendíamos expor, e sim a simplicidade do olhar. A sutileza dos nossos olhares sobre as coisas mais simples da vida.
No início do ano, não lembro ao certo se em janeiro ou fevereiro, eu e meu amigo Matias estávamos numa capela do interior de Gramado com o pessoal do CLJ. Mais precisamente na capela Nossa Senhora de Caravaggio, na localidade que chamam de “Moleque”, no bairro Várzea Grande. Aquele cenário bucólico, iluminado pelo Sol em pleno verão, uma capela no meio do nada, estrada de chão, um antigo cemitério logo ali... começamos a fotografar desenfreadamente. Faríamos uma exposição inteira só com os “olhares” daquele dia...
Pois é, foi naquele dia que tivemos a feliz idéia de montar uma exposição fotográfica. Não era um desejo de “fama”, e sim uma pretensão de realização pessoal. Uns dias depois, conversei com a diretora do Centro de Cultura de Gramado, na época era a Maria Helena Oliveira (a Lêla). Prontamente ela disponibilizou o espaço, escolhemos a data e fomos atrás dos apoiadores.
Obrigada, Dinarci Borges, da Flash Top, que imprimiu todas as fotos! César Rolof, obrigada também, pelo patrocínio que nos serviu para a compra do material necessário para a montagem. Gui e Paulinho, somos muito gratos pela criação voluntária do material gráfico da exposição. Todos os colegas da imprensa local também foram fundamentais para a repercussão dessa despretensiosa exposição fotográfica “Olhares”, que iria de 2 a 31 de julho, no Centro de Cultura.
Mas eis que um outro incentivador, o Pasteleiro de Gramado, que já abrigava meia dúzia de fotos como mostra paralela à exposição lá no Centro de Cultura, resolve acumular todas as 30 fotografias selecionadas para esta primeira edição da mostra “Olhares” - sim, agora não queremos mais parar, virão mais por aí! E é por isso que renovo o convite para partilharem desses olhares que eternizamos em fotos, pois em agosto eles estarão todos no Pasteleiro de Gramado.
No sábado à noite, quando estávamos ajeitando tudo para a exposição, um cliente do Pasteleiro perguntou que câmeras havíamos usado para fazer as fotos, queria saber se a diferença estava na câmera. Respondi, sem medo, que o diferencial está no olhar mesmo. De todas as fotos expostas, apenas duas foram feitas com câmera profissional, de regulagem manual (e analógica!). Todas as outras são fruto de uma Sony qualquer, provavelmente muito parecida com a que você tem em casa.
Você pode até olhar uma foto e pensar: “isto eu também faria”. Mas não era a complexidade técnica que pretendíamos expor, e sim a simplicidade do olhar. A sutileza dos nossos olhares sobre as coisas mais simples da vida. Olhares que estão ao alcance de qualquer um... de mim, do Matias, de você. Basta estar disposto a focar nos melhores ângulos.
PS - Todas as fotos estão agora no www.maisolhares.nafoto.net ;)
Escrito por Taís Seibt às 10h46
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Sabe a Gabi?!
Ela só tem dois anos de idade e o brinquedo preferido dela é o iPhone. O iPhone!!! Quando eu era do tamanho da Gabi eu me divertia com bichinhos pendurados no berço. É como disse o primo do meu namorado: só pode ser um robô!
Eu já tinha comentado sobre a Gabi num artigo para aquele site que eu escrevia lá em Gramado (tá aqui o link do texto: www.gramadosite.com/cultura/autor:tais/id:15865), mas no fim de semana que passou pensei melhor sobre o assunto e fiquei até com medo.
Sábado à tarde, fui com meu namorado e um outro casal de amigos ao Shopping Total, aqui em Porto Alegre. Tomamos milk shake no Bob’s, rodeamos o shopping (total!) duzentas vezes sem entrar em loja alguma – exceto uma: a França, uma imensa loja de brinquedos, de todos os tipos, tamanhos e para todas as idades.
Ficamos na França seguramente mais de meia hora. Achamos graça do Banco Imobiliário do Bob Esponja, dos Simpsons, Homem Aranha e outros que a Estrela inventou em comemoração aos 70 anos da marca. Apertamos a barriga de todos os bichos que faziam algum tipo de barulho – e rimos de quase todos! Adoramos o Kung Fu Panda que até dança a trilha sonora do filme de animação. E o primo do meu namorado ainda conseguiu sair decepcionado da loja porque não havia visto nenhum avião!
Há quem possa estar pensando: “não tiveram infância!”. Pois ao contrário, nós tivemos! Brincamos muito, assistimos muito desenho animado e jogamos Banco Imobiliário (até hoje! rsrs). Entrar numa loja de brinquedos é voltar um pouco nesse tempo.
Acontece que algumas horas antes de irmos ao shopping havíamos visto outro vídeo da Gabi no YouTube, no qual ela é questionada sobre o seu brinquedo favorito. Sem pestanejar, ela responde: “iPhone”! Ela só tem dois anos de idade e o brinquedo preferido dela é o iPhone. O iPhone!!! Quando eu era do tamanho da Gabi eu me divertia com bichinhos pendurados no berço. É como disse o primo do meu namorado: só pode ser um robô!
É uma via de mão dupla (pra usar uma frase feita de mau gosto...). Primeiro a gente se impressiona com a destreza da garotinha pra mexer no aparelho – que gente grande quase precisa de curso para manusear! Mas depois a gente fica pensando: será que um dia ela vai brincar de boneca?
Recomendo o vídeo ó: http://br.youtube.com/watch?v=taROG0urbos
Escrito por Taís Seibt às 13h45
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A bicicleta vermelha pedalou!
Era “só” uma bicicleta vermelha amarrada numa esquina do Moinhos de Vento, mas olha que ela pedalou! Chegou até a estacionar na página 3 da ZH Dominical.
Eu tinha dado a notícia da publicação do meu primeiro post no blog do ZH Moinhos na zerohora.com, mas não pensei que uma simples bicicleta fosse me render tanta repercussão.
Era apenas um texto, no máximo, bem-humorado sobre um objeto bem colocado num determinado cenário. A bicicleta vermelha de dono outrora desconhecido, no entanto, ao ter sua foto publicada na Internet despertou do lirismo ao absurdo entre os que acessaram e comentaram o post de sexta-feira passada.
A simples bicicleta atraiu mais de mil curiosos ao blog do ZH Moinhos naquela sexta, motivada principalmente pela chamada na home da zerohora.com que exibia a foto da magrela com a pergunta sobre o respectivo dono. Disse a editora do caderno que o post colocou o blog do ZH Moinhos em 11º lugar no número de acessos daquele dia, somente atrás dos blogs esportivos (com os quais também não dá para competir, ainda mais no dia seguinte a um histórico 7 a 1 do Grêmio sobre o Figueirense!).
Para comemorar o sucesso da novidade no site deste importante veículo de comunicação gaúcho – talvez o mais expressivo – o diretor de redação de Zero Hora, Marcelo Rech, deu crédito aos blogueiros do Moinhos de Vento publicando fotos da Kelli Pedroso (autora do post inaugural do conselho de blogueiros) e comentando o meu post da bicicleta vermelha (com a foto, inclusive), texto este que ele, o diretor da redação, classificou como emocionante e divertido e serviu de apoio para a defesa do hiperlocalismo objetivado com este blog do Moinhos de Vento no site: que o jornal se ocupe de fatos, aparentemente, menores do dia-a-dia, mas que, em seu conjunto, formam algo tão grandioso como a própria vida.
A pedalada final da bicicleta vermelha se deu na segunda-feira, 28, com o aparecimento do dono da dita cuja, o chef Paulinho, entrevistado pela repórter de ZH, Thaís Sardá. Quem ficou pedalando na história, pode dar uma geral no site www.zerohora.com/blogdozhmoinhos e buscar também o comentário do Marcelo Rech na ZH de 27 de julho.
Era “só” uma bicicleta vermelha amarrada numa esquina do Moinhos de Vento, mas olha que ela pedalou! Chegou até a estacionar na página 3 da ZH Dominical. Como diria o narrador aquele que não cito o nome: Pedaaaalaaaa!!!
Escrito por Taís Seibt às 21h59
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Eu tenho um blog na Zero Hora!!!

O post de hoje será curtinho, só pra registrar minha mais recente conquista: um espaço no blog do caderno ZH Moinhos, que circula encartado na Zero Hora, semanalmente, no bairro onde trabalho aqui em Porto Alegre, o Moinhos de Vento. Pois é, pra quem não entendeu ainda: ESTOU ESCREVENDO PARA A ZEROHORA.COM!
Vale caixa alta na sentença acima, sim, porque estou gritando mesmo! Gritando de saTYSfação! Na minha primeira semana na capital, vi o anúncio no ZH Moinhos: “Seja um blogueiro do seu bairro na zerohora.com”. Mesmo forasteira e novata por aqui, pensei: “Por quê não?” Fui lá e mandei o “Nasci chorando em Moinhos de Vento”, postado no Tais&coisas dia 10 de julho.
Na semana seguinte, eu estava na Redação da Zero Hora, reunida com os demais blogueiros e os redatores do caderno para acertar os detalhes da publicação do blog. Uma semana depois – no caso, esta que termina amanhã – eu apareci na capa do ZH Moinhos (com todo o pessoal que esteve naquela reunião da semana passada) e meu perfil saiu numa página interna.
Semana que vem, a editora do caderno já me adiantou, o “Nasci chorando...” sai na edição impressa do ZH Moinhos e, se nada der errado no planejamento anunciado, nesta sexta-feira, 25 de julho, aniversário de minha mãe, dou a ela de presente um motivo para se orgulhar (mais um!): meu primeiro post na zerohora.com: “Alguém conhece o dono da bicicleta vermelha?”.
Enfim, quem quiser saber qual é a da bicicleta vermelha, acessa aí: www.zerohora.com/blogdozhmoinhos . No blog dá pra ver também a foto que saiu na capa do caderno impresso e tem um pdf da página em que saíram os perfis dos blogueiros. Pronto, contei!
Escrito por Taís Seibt às 22h23
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O Sol não nasce para todos...
Dizem que o Sol nasce para todos, mas isso é mentira. Os viadutos de Porto Alegre, eles sim, não mentem. Ali debaixo há gente que ainda não viu o Sol nascer. E talvez nunca verá. Aí eu me pergunto: culpa deles? Castigo do alto? Indiferença nossa.
Aqui pode até não ter cerração, mas nem sempre o Sol brilha. Não para todos. Tem gente vivendo sob mau tempo por aqui. Que o digam os viadutos da capital e os vagões do trem. Quando não estão dormindo de qualquer jeito no meio-fio em cobertores, na maioria das vezes, improvisados com jornal ou papelão, estão nas praças, avenidas, ônibus e trens, feito pedintes.
Até agora só havia falado do que de bom vejo na nova cidade – e há muita coisa boa ainda para comentar! Mas não posso simplesmente fechar os olhos para a parte triste da nova realidade que me cerca. O Moinhos de Vento é uma coisa, Porto Alegre é outra. Não que no Moinhos não haja mendigos e pedintes. Às vezes há. Não raro já fui abordada pelas ruas no entorno do prédio onde trabalho por crianças pedindo esmola, serventes implorando um vale-transporte para voltar para casa e catadores de lixo revirando latinhas nos tonéis. Só que no centro é diferente... e há ainda outros recantos obscuros da metrópole que sigo conhecendo só pelo que a imprensa noticia.
O centro de Porto Alegre tem coisas que eu adoro. Prédios antigos, museus, igrejas, monumentos, o cais do porto, a orla do Guaíba... eu mesma já fotografei muito o centro de Porto Alegre e tenho alguns lugares na lista dos ainda a fotografar. Os arcos do viaduto da Borges de Medeiros (a de Porto Alegre, não a Nova Borges de Gramado – que, aliás, nem tem viaduto!) renderam fotos que ficaram famosas pelas lentes de mestres dessa arte. Pois foi ali, bem debaixo daqueles arcos que me perguntei o que haveria acontecido com o Sol daquela gente.
Dizem que o Sol nasce para todos, mas isso é mentira. Os viadutos de Porto Alegre, eles sim, não mentem. Ali debaixo há gente que ainda não viu o Sol nascer. E talvez nunca verá. Aí eu me pergunto: culpa deles? Castigo do alto? Indiferença nossa. Que será afinal?
Não encontrei resposta. Entre os que pedem um minuto de atenção quando entram no vagão abarrotado do trem, evidente, há os malandros, os picaretas, os preguiçosos que se fazem de coitados. Mas há muitos que estão realmente em desespero, chegaram na situação limite e, como eles mesmos falam quando se apresentam, poderiam estar roubando, matando, mas estão pedindo.
O pior é que a sensibilização inicial, aos poucos, vai se transformando em indiferença. Que será afinal? Se alguém puder, que me responda.
Escrito por Taís Seibt às 08h49
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